INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL

A Inseminação Intrauterina ou Inseminação Artificial é uma técnica que consiste na injeção de espermatozoides vivos e selecionados após processamento seminal dentro do útero, geralmente após a indução medicamentosa da ovulação. Pode ser utilizada em casos de distúrbios da ovulação, de muco cervical hostil, de endometriose leve, sem obstrução das trompas, e nos casos de infertilidade de causa indeterminada. Na maioria das vezes, a ovulação é induzida (estimulação controlada dos ovários) e, durante este período, o crescimento dos folículos ovarianos é acompanhado cuidadosamente através da ultrassonografia endovaginal. Normalmente, espera-se um crescimento de 2 a 5 folículos durante esse período. Quando pelo menos um dos folículos ovarianos atingir 18 milímetros ou mais de diâmetro, administra-se o hCG para completar o amadurecimento dos óvulos e induzir a ovulação. A inseminação intrauterina é realizada 36 a 42 horas horas após.

Esta técnica de introdução do sêmen logo após a ovulação estimulada por hormônios tem demonstrado ser eficaz em muitos casos. Para que esta técnica tenha resultado é imprescindível que as tubas uterinas estejam permeáveis e com boa funcionalidade, e que o número e a qualidade dos espermatozoides sejam razoáveis para realização do processamento seminal.

A taxa média de gravidez por ciclo de inseminação artificial é de 20 a 30%.