Os miomas são tumores benignos originados do tecido muscular liso. O local onde ocorre com maior frequência é o útero, sendo a neoplasia mais frequente desse órgão. Os miomas não são cânceres, e a chance de se transformarem nessa doença é extremamente baixa.

Introdução

Acometem aproximadamente um quarto das mulheres em idade fértil. Pode ocorrer a partir da puberdade, mas a idade de maior incidência é a quarta década de vida. As estatísticas mostram que os miomas são mais comuns em mulheres negras, naquelas que ainda não engravidaram e em mulheres que apresentam condições associadas a altos níveis de estrogênio no sangue.

Como o mioma se desenvolve?

A causa é desconhecida, mas sabe-se que os miomas originam-se de uma única célula, que começa a se multiplicar desordenadamente e origina o tumor. Por isso, acredita-se que exista alguma base genética para o seu desenvolvimento e pode ser devido a isso que ele seja mais comum nas mulheres negras e que apresente uma tendência a acometer mulheres da mesma família.

O crescimento desses tumores ocorre por ação do estrogênio, um hormônio feminino de extrema importância, e isso pode explicar o seu desenvolvimento durante a fase reprodutiva da vida da mulher, a sua inexistência antes da puberdade e a redução de tamanho após a menopausa (quando os níveis de estrogênio diminuem). Qualquer coisa que leve a um aumento dos níveis de estrogênio pode fazer com que o mioma tenha um crescimento maior e mais rápido.

Quais são os sintomas?

Mais da metade das mulheres com miomas não apresenta nenhum sintoma, e não existem sinais ou sintomas específicos dessa doença. Assim, na maioria das vezes eles são descobertos em exames de rotina, como ultrassom.

O sintoma mais frequente é a alteração menstrual, com aumento dos dias de menstruação e da quantidade de sangramento. Podem ocorrer também sangramentos fora do período menstrual, às vezes com coágulos. Essas alterações podem levar à anemia.

A medida que o útero cresce, começa a comprimir estruturas e órgãos próximos, podendo ocasionar dor. A dificuldade para engravidar pode ocorrer em pacientes com miomas uterinos, já que esse tumor pode levar a alterações (deformidades) do órgão que dificultam a implantação do ovo. Porém, isso não ocorre em todas as pacientes.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é suspeitado inicialmente pela história da paciente e pelo exame físico realizado pelo ginecologista. O principal exame utilizado é o ultrassom, que pode demonstrar a presença do mioma e também a sua localização.

Ele pode ser classificado em:
• Subseroso: localiza-se na porção mais externa da parede do útero, relacionado mais raramente a sintomas de sangramento. O principal sinal é o aumento do abdome.
• Intramurais: estão localizados na porção média da parede do útero e são os mais comuns.
• Submucosos: são os que se localizam mais próximos da cavidade uterina, sendo os mais sintomáticos. Quase sempre causam sangramento.

Como é feito o tratamento?

Nem toda paciente deve ser tratada, já que se trata de uma doença benigna e que na grande maioria dos casos não causa sintomas. O conceito principal é de que o mioma deve ser tratado quando causa sintomas significativos. Nos casos assintomáticos, a paciente deve ser acompanhada regularmente.

Existem basicamente três tipos de tratamento:
1) Medicamentoso
2) Cirúrgico
3) Embolização

Normalmente, encontramos infertilidade de causa na mulher (fator feminino) em 40% dos casos, outros 40% são devidos ao fator masculino; 10% devido a ambos (casal) e os 10% restantes são classificados como não identificáveis (ISCA – Infertilidade sem Causa Aparente).

O casal deve ser avaliado simultaneamente, iniciando com uma entrevista, história completa e exame físico detalhado. Depois, passará aos testes mais específicos, de acordo com as necessidades de cada casal.